Isso vai ser mais um desabafo do que um post com informações úteis.
Tem dias que me sinto totalmente sem energia. E é só Fevereiro, estou ainda no 1º período da faculdade, comecei a trabalhar há um mês apenas. Por que estou tão cansada?
Na verdade, claro que eu sei os motivos. A começar pelo calor. De onde veio essa porcaria? O clima de Belo Horizonte esse ano está descontrolado. Tem dias que eu chego na faculdade e está fazendo frio. Outro dia está quente como o inferno. Logicamente não sou só eu que sofro com isso, dá pra ver a canseira na cara de todo mundo no metrô. Que, por acaso, é outro forno. O calor deixa a gente estressado. Deixa a cabeça doendo. Deixa a gente indisposto. Tenho pressão baixa e quem também tem sabe o que o calor combinado com esse problema resulta. Às vezes parece que não consigo pensar direito, porque vem aquele suor repentino, a visão embaça. Enfim, é exaustivo.
Existem duas bolsas roxas debaixo dos meus olhos. Quase pretas. Se eu não passo um corretivo, pff, múmia. Devo dormir umas 6 horas por dia. E ainda tem gente que dorme muito menos! Acordar cedo é péssimo, não é coisa de Deus. E quando acordo com sono, parece que levo o meu dia no piloto automático: faço as coisas igual uma máquina. Faço porque tem que fazer. É engraçado porque eu observo minha expressão durantes esses dias e chego à conclusão de que sou um vegetal. Mas a culpa de dormir pouco é minha, porque à noite é a única hora que posso conversar direito com o meu namorado. O que me leva ao motivo número 3.
Tenho andado triste esses dias, e, claro, isso influencia no cansaço. Não vejo o Fábio com a frequência que eu gostaria, e isso me deixa extremamente desanimada, já que, na escola, passava todos os dias com ele. Claro que eu sabia que as coisas iriam mudar com a faculdade, mas não esperava que fosse desse jeito. Sinto saudades sempre, e não dá pra desperdiçar o tempo que a gente tem disponível pra conversar (onze horas da noite), e é por isso que eu não durmo cedo. Óbvio, já estou morrendo de sono essa hora, mas não abro mão. Atualmente, o Fábio está passando o Carnaval viajando com a família (naturalmente eu gostaria que ele passasse o feriado comigo, mas a vida dele não é só eu) e todos os dia fico desanimada por causa da falta que estou sentindo. Mas eu deveria estar tão triste assim? Sempre fico triste por coisas bobas, mas não consigo evitar. Tudo o que eu quero é que ele volte logo.
A bendita faculdade fecha o pacote. São muitos trabalhos por semana, trabalhos grandes, importantes, e isso me deixa insegura e com medo. Não tem absolutamente nada a ver com a escola, nada: as pessoas são todas diferentes, os jeitos são diferentes, a dinâmica é diferente, professores diferentes... É bem chocante essa transição, e todo mundo exige muito da gente, e é isso que me assusta. Não sou nem de longe a mais habilidosa da minha sala, e tenho medo de não atender as expectativas que estão em cima de mim. Fico nervosa ao fazer alguma coisa, porque nao quero que saia medíocre ou pobre, e o curso demanda muito da criatividade e inovação, exatamente os pontos que eu mais tenho dificuldade. Ainda por cima é assustador pensar que é pra valer agora, entender que eu vou ter que construir a minha vida a partir desse conhecimento que eu vou ganhar. Todo esse medo me incomoda muito, me deixa aflita e extremamente desesperada. Dá dor de cabeça só de pensar.
O ponto é que eu não aguento mais ficar desse jeito. Todo esse cansaço, essa tristeza, faz mal, ninguém merece uma coisa dessas. Eu só espero que, com o tempo, as coisas se ajustem, porque não estou afim de passar o resto do ano assim.
Enfim, é bom colocar esses pensamentos em algum lugar, acho que resguardar isso deixa a gente doente. O próximo post, espero, será mais alegre.
Para preencher as horas livres do dia a dia, por que não um blog? Sobre tudo e sobre nada, mais pra nada do que pra tudo. Apenas relatos do meu cotidiano, sem grandes expectativas para coisas surpreendentes. Mas quem sabe...
sábado, 1 de março de 2014
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Um Sobre Olimpíadas de Inverno
As Olimpíadas de Inverno foram a minha maior descoberta de 2010, quando aconteceram em Vancouver e quando eu estava passando o Carnaval na casa da minha avó. Naturalmente, Casa de Vó é sinônimo de mansidão e preguiça gostosa, com toda aquela atmosfera de Domingo, ambiente que vive sob a política do "pode tudo", sem mãe para pegar no pé. Esse não é o sinônimo de "Carnaval", mas é o que funciona para mim. Nada mais que o próprio Éden.
Minha tradição durante essa semaninha era (não é mais, porque, por algum motivo, não durmo mais na casa da minha vó, apesar de ela morar no quarteirão de baixo) alugar 3 filmes por dia, além de assistir os que passavam na TV. Sempre gostei muito de filmes, de ir ao cinema, e ter esse tempo para fazer isso era essencial. Mas foi num belo dia que, zapeando pelos canais, vi passando no SporTV os benditos Jogos de Inverno. Como sou fascinada com frio, não resisti à tentação e tive que dar uma conferida.
Lembro que nesse dia fazia um calor escaldante (claro, era Fevereiro, e Fevereiro é verão), daqueles que tinha que colocar gelo na testa e nas costas para dar uma refrescada, mas, assim que eu coloquei nas Olimpíadas, pareceu que a temperatura da sala baixou instantaneamente para -2ºC. Foi absolutamente fantástico. Estava passando esqui, e a paisagem era inteiramente branca, e o HD deixava tudo mais branco ainda. Era uma beleza inigualável, fiquei encantada. O mais legal ainda era a imagem do atleta voando com as roupas coloridas sobre aquelas duas pranchas, se destacando em meio à vastidão monocromática, e automaticamente me senti presente lá no Canadá, naquele exato momento. Apaixonei. Nunca mais larguei.
Me atrevo a dizer que as Olimpíadas tradicionais nada se comparam às de inverno, em todos os quesitos. A intensidade dos esportes de inverno é insana: dá para sentir o perigo do seu lado, toda a adrenalina, o coração na boca, toda a radicalidade das modalidades... Não existe sensação igual. Até me deu um sonho: ser uma esquiadora profissional. Claro, é um sonho distante, já que é dificil fazer uma coisa dessas aqui no Brasil, mas ainda é cedo para deixa-lo de lado. Seria incrível se eu conseguisse. Quem sabe um dia.
Minha tradição durante essa semaninha era (não é mais, porque, por algum motivo, não durmo mais na casa da minha vó, apesar de ela morar no quarteirão de baixo) alugar 3 filmes por dia, além de assistir os que passavam na TV. Sempre gostei muito de filmes, de ir ao cinema, e ter esse tempo para fazer isso era essencial. Mas foi num belo dia que, zapeando pelos canais, vi passando no SporTV os benditos Jogos de Inverno. Como sou fascinada com frio, não resisti à tentação e tive que dar uma conferida.
Lembro que nesse dia fazia um calor escaldante (claro, era Fevereiro, e Fevereiro é verão), daqueles que tinha que colocar gelo na testa e nas costas para dar uma refrescada, mas, assim que eu coloquei nas Olimpíadas, pareceu que a temperatura da sala baixou instantaneamente para -2ºC. Foi absolutamente fantástico. Estava passando esqui, e a paisagem era inteiramente branca, e o HD deixava tudo mais branco ainda. Era uma beleza inigualável, fiquei encantada. O mais legal ainda era a imagem do atleta voando com as roupas coloridas sobre aquelas duas pranchas, se destacando em meio à vastidão monocromática, e automaticamente me senti presente lá no Canadá, naquele exato momento. Apaixonei. Nunca mais larguei.
Me atrevo a dizer que as Olimpíadas tradicionais nada se comparam às de inverno, em todos os quesitos. A intensidade dos esportes de inverno é insana: dá para sentir o perigo do seu lado, toda a adrenalina, o coração na boca, toda a radicalidade das modalidades... Não existe sensação igual. Até me deu um sonho: ser uma esquiadora profissional. Claro, é um sonho distante, já que é dificil fazer uma coisa dessas aqui no Brasil, mas ainda é cedo para deixa-lo de lado. Seria incrível se eu conseguisse. Quem sabe um dia.
O motivo desse post estar sendo escrito é que já se passaram 4 anos depois de 2010. Nesse período acompanhei varios campeonatos, X Games e competições, mas tudo visando o evento que começou já faz uma semana: Jogos Olímpicos de Inverno!! E estou revivendo tudo o que vivi no meu primeiro contato com eles. A cada vez que assisto é como se fosse a primeira vez. Simplesmente venho gravando TODAS as modalidades que estão passando, assistindo horas a fio no final de semana, e não me canso. Nunca vou me cansar. Frio e seus bônus foram uma coisa que sempre gostei, mas que nunca tive, e ter a oportunidade de acompanhar essas mini-paixões de pertinho? Não posso deixar passar.
Se isso é um exagero? Podem até chamar assim, mas para mim
não é, é realmente importante. Nunca tive o hábito de torcer para times de futebol, vôlei, basquete, futebol americano, mas sempre quis torcer por alguma coisa. E adivinhem? Jogos de Inverno! É disso que eu gosto, e já estou no processo de entende-los ao máximo. Não é só porque sou brasileira que tenho que torcer pelo futebol. Infelizmente, não é todo mundo que se interessa pelos esportes de inverno, e essas pessoas não sabem o que estão perdendo.
Mas quer saber? Menos gente querendo, sobra mais para mim. Aguardem minha medalha de ouro. Ela não deve tardar.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Um Sobre Primeiro Dia de Faculdade
Durante todas as férias, fiquei pensando sobre o fato de que nesse ano eu iria pra faculdade. E é a faculdade que eu sempre quis, o curso que eu sempre quis (Design Gráfico, ok, não é como se eu tivesse me matado de estudar para passar), tudo do jeito que eu sempre quis. Estava super ansiosa para o primeiro dia de aula, que foi hoje, querendo que chegasse logo, porém, quando eu acordei 6:20 da manhã para começar a arrumar, pensei: "porque é que eu queria aula mesmo????". E eu já achando que conseguiria fugir da rotina de colégio só porque a aula começava mais tarde. É muita ignorância. Honestamente, a vida de acordar todos os dias 9:30 já estava me parecendo a realidade.
Enfim, deixada a preguiça de lado, rumei à universidade animada "uou, novas pessoas" e, chegando lá, dei de cara com um grande e profundo silencio. Nem. Um. Pio. E o mais engraçado é que estávamos todos do lado de fora, mas a sala estava aberta. Era como se precisássemos de uma figura adulta, um professor, para dar permissão pra assentar, e etc. Até porque ninguém tinha idade e maturidade o suficiente para fazer essa decisão. Né. Mas logo chegou o diretor para nos salvar e mandar a gente sentar de perna de índio numa roda bem bonita.
Foi um típico primeiro-dia-de-qualquer-coisa: muitos falatórios sobre o que vamos aprender com o curso, coisas importantes que precisamos saber e invasão dos veteranos. Aliás, isso não é uma coisa típica de primeiros dias. Pessoas mais velhas te colocando em cima de uma cadeira, fazendo perguntas e carimbando pênis alados no seu corpo soa rotineiro? Só podes estar surdo. Foi uma experiência interessante, essa de subir na cadeira. Não desequilibrei e ainda me senti superior olhando a caspa de todo mundo HA HA HA (na verdade, eu estava maiis para um pombo caído) e dei sorte da minha pergunta ser fácil: Comic Sans ou Helvetica (estou usando Helvetica no momento, então é fácil adivinhar minha resposta. Na verdade, qualquer coisa é melhor do que Comic Sans, exceto, talvez, Times New Roman, que eu considero as duas pau pau na piorzisse). Com a resposta triunfal "Helvetica" desci na cadeira em meio a aplausos, com orgulho dos meus pililius, e assentei no meu lugar, respirando devagar pra evitar algum AVC. Mas claro, foi um deleite assistir a todos passarem pela mesma "humilhação".
Enfim, deixada a preguiça de lado, rumei à universidade animada "uou, novas pessoas" e, chegando lá, dei de cara com um grande e profundo silencio. Nem. Um. Pio. E o mais engraçado é que estávamos todos do lado de fora, mas a sala estava aberta. Era como se precisássemos de uma figura adulta, um professor, para dar permissão pra assentar, e etc. Até porque ninguém tinha idade e maturidade o suficiente para fazer essa decisão. Né. Mas logo chegou o diretor para nos salvar e mandar a gente sentar de perna de índio numa roda bem bonita.
Foi um típico primeiro-dia-de-qualquer-coisa: muitos falatórios sobre o que vamos aprender com o curso, coisas importantes que precisamos saber e invasão dos veteranos. Aliás, isso não é uma coisa típica de primeiros dias. Pessoas mais velhas te colocando em cima de uma cadeira, fazendo perguntas e carimbando pênis alados no seu corpo soa rotineiro? Só podes estar surdo. Foi uma experiência interessante, essa de subir na cadeira. Não desequilibrei e ainda me senti superior olhando a caspa de todo mundo HA HA HA (na verdade, eu estava maiis para um pombo caído) e dei sorte da minha pergunta ser fácil: Comic Sans ou Helvetica (estou usando Helvetica no momento, então é fácil adivinhar minha resposta. Na verdade, qualquer coisa é melhor do que Comic Sans, exceto, talvez, Times New Roman, que eu considero as duas pau pau na piorzisse). Com a resposta triunfal "Helvetica" desci na cadeira em meio a aplausos, com orgulho dos meus pililius, e assentei no meu lugar, respirando devagar pra evitar algum AVC. Mas claro, foi um deleite assistir a todos passarem pela mesma "humilhação".
Não durou muito e: mais palestras. Nada melhor do que palestras. Everybody loves palestras. Palestras para presidente. Não estou desemerecendo os esforço dos veteranos em preparar uma recepção decente pra nós, porque é realmente legal toda essa dedicação para alguns burrinhos, mas a definição de palestra é só uma: maçante. Mesmo que a palestra seja legal. Maçante. Mas nada que tentar bater meu recorde de 0 no Flappy Bird não resolva. Brincadeira, prestei atenção na maioria das coisas (inclusive nos canos do Flappy Bird) mas a fome era tanta que estava desesperada pra pagar R$1,50 num pão de queijo (outra coisa que eu pensei que ia me livrar era dos preços caros da cantina da minha escola. O preço do pão de queijo acabou sendo o m e s m o) e, como a barriga fala mais alto, corri direto pra cantina filar o salgado. Foi lá que eu descobri o mural super legal cheio de desenhos de Hora de Aventura. Me senti em casa.
Porém, >claro< que não tinha acabado, porque, segundo os veteranos, eu estava "limpa demais" (nao entendi, eu tinha pintos pelo corpo todo e estava limpa?) e levei umas tintas no rosto e dentro da orelha. Tinta daquelas que secam e eliminam toda a mobilidade que você dispõe na cara. Não dava nem pra sorrir direito. Super legal.
Mas durante todo o caminho de volta pra casa (que incluía passar pelo Centro como se na minha testa estivesse escrito "o circo está na cidade") veio uma energia positiva daquelas ótimas, acho que foi uma das vezes que mais me senti bem na minha vida, porque agora sim estava no lugar certo. Sem mais física, biologia e química dos infernos. Agora só dedicação para uma coisa que eu gosto, e com certeza estou preparada para esses 4 anos. O amanhã já está aí (daqui a 40 minutos) e vou mergulhar de cabeça.
Às 6:30 da manhã...
Ai meu Deus.
Não.
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